O que é o Greenwashing?
O conceito de Greenwashing surgiu na década 80 e tem por base alegações erradas e, por vezes, até fraudulentas, sobre as características ou responsabilidades ambientais de uma empresa, com o objetivo de parecerem mais sustentáveis e eco-friendly, sem implementar na verdade estas práticas sustentáveis. Através do Greenwashing, leva-se o consumidor a acreditar que a sustentabilidade é o pilar principal de determinado produto ou empresa, sem qualquer fundamento cientificamente comprovado e pode ser praticado por qualquer tipo de empresa ou instituição.
Porque é que as empresas praticam o greenwashing?
Um dos motivos principais é o facto de serem vistas como empresas éticas, impulsionar a lucratividade. Estima-se que 66% dos consumidores escolheriam gastar mais num produto, se ele fizer parte de uma marca sustentável e no caso da geração Y, este número aumenta para os 73%.
Alguns exemplos de Greenwashing:
Selos e logotipos criados pelas marcas que vendem a imagem de que são amigos do ambiente, mas não têm qualquer validade em termos de certificação ambiental. Como por exemplo, dizerem que um produto é certificado, sem a referência ou identificação da norma e entidade certificadora;
Utilização, especialmente em campanhas publicitárias, de uma imagem natural verde e/ou orgânica, quando o produto é tudo menos ecológico;
Usar expressões como ecológico, sustentável, biodegradável, carbono zero, etc., sem uma explicação detalhada, objetiva e sustentada;
Alegar que um produto tem um consumo de água reduzido, quando se verifica que esse produto, comparado com um da mesma categoria, consome mais energia;
A ausência da comunicação de determinadas substâncias/práticas proibidas ou a comunicação de determinadas iniciativas sem informar do cumprimento da regulamentação em vigor e que é obrigação legal comum.
Que soluções existem para combater o Greenwashing?
“A Comissão Europeia adotou no dia 11 de março de 2020, um novo Plano de Ação para a Economia Circular, que constitui um dos principais alicerces do Pacto Ecológico Europeu, o novo roteiro da Europa para o crescimento sustentável. O novo Plano de Ação para a Economia Circular estabelece uma estratégia orientada para o futuro, visando criar uma Europa mais limpa e mais competitiva em associação com os agentes económicos, os consumidores, os cidadãos e as organizações da sociedade civil, tendo em vista acelerar a mudança exigida no contexto do Pacto Ecológico Europeu e tendo por base as ações desenvolvidas no domínio da economia circular desde 2015.
Através da aplicação de medidas ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos, este novo Plano de Ação tem como objetivo adequar a economia a um futuro ecológico, reforçar a competitividade, mas simultaneamente protegendo o ambiente e conferindo novos direitos aos consumidores. Neste contexto é proposto um conjunto de medidas cujos objetivos são:
Assegurar a sustentabilidade dos produtos;
Capacitar os consumidores;
Concentrar a ação nos setores mais intensivos na utilização de recursos e em que o potencial para a circularidade é elevado;
Redução da produção de resíduos.” (Sabe mais aqui)
O que é que as empresas devem fazer?
As empresas devem adotar práticas sustentáveis genuínas e devem fornecer evidências transparentes para confirmar tais práticas, promovendo assim a confiança e credibilidade.